7.14.2009

Segunda. 13/Julho. Men in Orange.

Fonte

Se já não bastasse tudo aquilo que já falei que anda pelas ruas, agora ainda temos milhares de homens caminhando pela estrada. O percurso de uma hora ao trabalho levou mais de duas.

Vamos aos fatos:

  • Milhares de homens vestidos de laranja caminham descalços (mentira, estava todo mundo de havaianas) pela estrada durante meados de julho, são os "Kaawadd" em hindu.
  • Origem: Haridwar, norte da Índia
  • Destino: de volta pra casa (pelo país inteiro)
  • O que carregam: um cabide gigante nos ombros, com duas sacolas penduradas em cada ponta, cheias de água sagrada do Rio Ganges e uns enfeites coloridos
  • Proibido: colocar o cabide no chão durante o caminho inteiro até chegar em casa
  • Lugares de descanso: estão esparramados no meio do percurso e tem porta-cabides para garantir que a água não encosta no chão
  • Ao chegar na cidade de onde saíram: devem ir primeiro ao templo Shiv e oferecer um pouco da água ao deus Shiva. Em seguida, podem ir para casa.

    Fonte

12/7. Domingo. MarÍndia

Mari, amiga querida de SP, esteve caminhando no gelado inverno de Delhi em 2003... À exceção desta diferença, muito do resto parmanece igual. Deixo aqui o link para seu fotolog, com fotos e relatos.

Source: www.fotolog.net
Troque aqui seu vale, pelo cartão de embarque. A viagem vai começar. Embarque e sinta-se à vontade.

7.13.2009

Sáb. 11 de julho. O Tal do Taj









Como é gostoso andar de trem. Dormi na ida e na volta. Fletcher Shool (Brian, Ted, Jenny, eu) + Rachel e Jackie fomos à Agra. Sobre o tal do Taj e o Forte de Agra, deixo fotos e uma música.



Jorge Ben Jor.
Foi a mais linda
História de amor
Que me contaram
E agora eu vou contar
Do amor do príncipe
Shah-Jehan pela princesa
Mumtaz Mahal
Do amor do príncipe
Shah-Jehan pela princesa
Mumtaz Mahal...

Tê Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...

7.10.2009

Julho-10. Sexta. Ahhhhhhhhhhhhhhhhh

Quero ouvir música bem alto, dançar, gritar, pular, pintar o cabelo, usar short, vestido, mini saia, passar o dia de biquini na praia, tomar cerveja na calçada, desculpem-me os vegetarianos, mas quero uma carne mal passada!, um sushi da Vila Madalena, ouvir os Vince contar piada, falar besteira, relembrar as infinitas histórias/estórias (ixe, qual dois 2?), pular com o Rico, ficar o dia inteiro na piscina, falar o que der vontade, olhar para onde quiser, colocar a roupa que eu quiser, o sapato que eu mais amo, andar pelada em casa.... ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh..... logo logo passa....

Sexta-feira, o big boss foi viajar. Pedimos um almoço diferente. Disseram que é para comemorar a chegada da chuva. Ainda acho que é a ausência do chefe. Se não fossem os itens acima, sería uma sexta típica de Brasil.

Quinta. 9 de julho. Brasssssiiiiilllllllll

Semana de lembrar da terrinha. Olha a camiseta que vi em uma vitrine por aqui. E o vendedor ainda disse que adora esta camiseta, que o mapa é o Brasil e o outro desenho é a bandeira. Fã do Felipe Massa, abriu um sorriso ao saber que venho da mesma pátria. Como diria Shashi Tharoor, nosso país tem um soft-power equivalente a seu tamanho.

7.08.2009

8-julho. Quarta. Dirigi!

Dirigi de Gurgaon até India Gate! Foi aterrorizante. Nem tanto pelo trânsito que vem por todos os lados (afinal, fui treinada em SP), mas sim porque é tudo do lado oposto - inclusive o câmbio (bati a mão na porta umas 30 vezes tentando mudar a marcha) e a seta (liguei o limpador de pára-brisas umas outras 30 vezes).

Destino final: cena engraçada. Imagina que são umas 23h00, noite estrelada de uma quarta-feira. Não esquece que a temperatura é de cerca de 37 graus. Pensa em uma rua que se extende do India Gate à casa do Presidente, gramado e árvores dos dois lados. De 5 em 5 metros imagina que existe um sorveteiro. No gramado coloca uns vendedores de bexiga e uns brinquedos coloridos com umas luzes brilhantes. Agora enche o gramado de gente - famílias, mulheres, crianças, jovens jogando volêi - como se fosse uma refrescante tarde de sábado. Foi neste cenário onde tomamos um chusky - raspadinha indiana com limão (gostoso) e masala (aff, um pó cor de rosa que tem cheiro e gosto de xixi).

7/7/09. Terça. Brasileiros em Delhi.




E a surpresa ao ouvir duas brasileiras falando que não queriam tirar o tênis na aula de abdominal porque estavam com chulé? Cuidado... tem sempre um brasileiro por perto. Conversamos até levar bronca do professor. Conclusão: depois de morar na Índia, ninguém mais reclama de nada no Brasil.

7.07.2009

Segunda. 6 de julho. Falta luz.

Já me acostumei com as paradas de luz repentinas, tanto em casa, como no escritório ou nas ruas. Nem faz diferença mais. A não ser quando começa a esquentar e nada de ar condicionado ou ventilador à pilha.

Observação: conheci uma mulher estranha hoje, me deu seu cartão que parece feito em casa (sorte que os meus acabaram). Vou deixar os dados dela aqui - alguém poderia por favor tentar confirmar os telefones dos EUA?

Kishan Consulting Services - One stop solution to all software development needs
Anita Panigrahi - President (duvido)

Cell: 1 512 879 6418 (USA)
09310753797 (India) – vou ligar amanhã do escritório
Fax: 1 866 566 9442 (USA)
Toll free: 1 866 566 9422 (USA)
Office: 0124-425-3049
Email: anitap@bww.com

Caso alguma coisa aconteça comigo, foi ela!

7.05.2009

5 de julho. Domingo. Santo domingo.



À tarde tive a brilhante idéia de ir com o Pankaj cortar o cabelo. A pilha da máquina acabou após 3 min de filme - primeiro sinal para ter ido embora correndo. Sylvie, o único traveco que encontrei na Índia, queria modernizar meu cabelo, dar uma repicada, fazer umas luzes, sem reduzir o comprimento, tirar o ar ultrapassado do meu corte. Santa ingenuidade a minha. Shampoo!!! gritava ela. Enquanto lavavam minhas madeixas, reparava no meni-ventilador no teto (totalmente sem utilidade, acredito eu), no enorme lustre em formato de S, em homenagem à Sylvie, que, ao observar um pouco mais, concluí que tem cara de ex-cantora de rock (à la Mick Jagger) atual terrorista maluca. Comezei a rezar para todos os santos católicos e aproveitei para bater um papo com os 3 milhões de deuses indianos (vai saber, né?). Meu coração batia mais rápido que a música sertaneja/rock/60’s que me obrigavam a ouvir, essencial para que os artistas trabalhassem. Meus deuses. Sylvie acabara de cortar o cabelo de Pankaj, que usou todos os ângulos para se observar nos 300 espelhos em busca de um que o satisfizesse. Respirei fundo. Enquanto 2 indianinhos me preparavam para o sacríficio e me embrulhavam em uma toalha fedida, outro me trazia um copo de chá e eu me segurava na cadeira para não sucumbir ao ímpeto de abandoná-los. Tesoura!!! Os fios dourados começaram a se misturar com o os pretos, pouco a pouco clareando o escuro do chão. Calma aê... vamos com calma... tem muito fiozinho loiro aí no chão!! Senti um ventinho na nuca e lembrei de uns deuses que eram menos famosos.Pronto!!! Os 2 adesivos brilhantes no sorriso malígno de Sylvie me assustaram ainda mais. Meu cabelo estava igual ao dela. Alguém me empresta um outro deus por uns minutinhos?? Tinta!!! Por 3 segundos não falei que estava bom como estava com esperança de que a tinta disfarçasse o corte. Com todo meu conhecimento de tintura e papel alumínio, me senti confortável e segura enquanto pincelavam e pintavam meu cabelo. Lavagem!!! Fiquei em dúvida se eu procurava um espelho ou fugia de todos. Secador!!! Hora de encarar os fatos. Enquanto Sylvie secava, me olhava e sorria, o brilho dos adesivos nos dentes fazia meu coração disparar. Gostou??? Virxe Maria. Gesuix. Nos deu seu cartão e disse que não atende telefonemas de desconhecidos desde que apareceu na TV. Ainda não sei qual dos dois ficou menos pior. O do Pankaj cresce em 2 semanas. Amanhã vou trabalhar com o cabelo preso. Quando tiver coragem, tiro uma foto.

Independence Day. Sábado.

Ontem vi uma mulher de saree na academia, pena que a máquina só ficou pronta hoje. Boa notícia: fotos e vídeos estão de volta! Resolvi tomar uma caipiroska no Blanco... doce ilusão. À tarde fui ao Akshardham de novo. Desta vez, com direito à filme, passeio de barquinho e show de água. Não casei com o Ted nem o Brian, então não pude ir à festa do Independence day. Ótimo, porque vi umas fotos e parecia um tédio total. Brian e Jenny ganharam a 3-legged race.





7.03.2009

Julho/3. Sexta. ObaOba em Nova Délhi.

Quem me conhece, sabe que não fico longe... Barzinhos, restaurantes, lounges, baladas... breve resumo do que vi e onde estive por aqui. A maioria não tem página na internet – o site http://delhi.burrp.com é o ObaOba de Nova Délhi, completo e atualizado.

Bares/restaurantes/lounges
  • Geoffrey’s (Saket): gostei da decoração e da iluminação, música dos anos 90 (volume adequado – dá para cantar junto, para quem gosta), excelente atendimento, peça um Indian BBQ Tandoor. Uma delícia! Nas TVs passam desfiles de moda (confesso que não entendi o motivo).
  • The Great Kebab Factory (DLF Place Saket): vá com fome. Delicioso rodízio de comida Indiana. Lembra da dica de como saber se chegou o prato principal? Keep it in mind.
  • Beer Island (Ambience Mall, Gurgaon): este é o restaurante alemão que serve comida indiana. Cerveja própria. Muito bom.
  • Sanchos (South Extension): South Ex. é uma região nova e moderna, com lojas de marcas importadas. É lá onde se encontra este restaurante mexicano que é sensacional. Bata um papo com o chef, o Victor. Eles têm um cardápio fechado – por volta de Rs. 1000 (R$ 40) come-se e bebe-se à vontade.
  • Shack /Moet (Def. Colony Market): chique e aconchegante. Posh. Móveis de madeira, luzes, lenços, falei dele em outro post (dia 06/06). Cerveja boa regada à house music. Tem uma janela de vidro gigante com vista para várias árvores. Adorei.
  • Flavors (Moolchand Flyover): tradicional restaurante italiano em uma região antiga da cidade, em frente à uma praça. Boa pizza.
  • Qba (CP): é um lounge, mistura de bar e restaurante localizado no Connaught Place. Vá no fim do dia. A luz do sol entre as cortinas e o barulho da água escorrendo nas cerâmicas dão um toque especial. Peaceful. Comi um sanduíche. Bom. Refer to 20/06.
  • Insomnia Bar, The Ambassador Hotel (next to Khan Market): Ladies night às quartas, ou seja drinks de baileys e vodka free all night. Meio vazio, vá com uma turma grande e leve uns jogos - baralho, jenga, xadrez...
  • All Sports Bar (CP): para ver criquete é interessante, mas no intervalo eles colocam uma música tão alta que me controlei para não ir embora correndo.
Música
  • The Hard Rock Café (Saket): se o mundo inteiro usasse turbante, seria igual a todos os outros. Mais detalhes no dia 20/06.
  • The Living Room and Kitchen (Kaus Haus Village): este aqui é difícil de explicar. Mistura tudo onde já fui por aqui - mais detalhes em/06.
  • Café Morrison (South Extension): esta foi a balada que fomos no dia 13/06. Pequena, boa música. Eletrônica no andar de cima e rock logo abaixo.
Café/Sorvete
  • Mocha (Def. Colony Market): nem lembro direito, faz tempo que fui lá. Bom para tomar café e passar a tarde. Mais info em 06/06.
  • Coffee Day (everywhere): tome um Kappi Nirvana – café gelado com chocolate. Diz o cardápio que recebeu um prêmio. Se fosse por mim, receberia vários...
  • Ice cream vendors (em todos cantos): se todos forem despedidos no mesmo dia, a taxa de desemprego da Índia muda drasticamente. Para quê tanto sorveteiro??
Paiê, não se preocupa não, apesar de estar trabalhando de graça eu recebi uma bolsa da Faculdade para passar estes meses aqui...

7.02.2009

2 de julho. Quinta. Bichinho.

Estava eu voltando do trabalho, refletindo sobre o que escrever, quando de repente meu co-worker que estava dirigindo toma um susto e me chama. Adivinha que criatura caminhava sobre o limpa-vidros?? Um bichinho delicado, fofinho, com um rabinho longo... Isso, isso mesmo, um ratinho super fofo, marrom, bonitinho. Dá para acreditar que o fia da mãe apareceu de dentro do carro e ficou passeando de um lado para o outro da janela da frente do carro?? Jesuix, como diria o Ted.

Ai, credo.

Finalmente a chuva chegou e a temperatura passou de 44 para 33 graus.
Está fresquinho.





7.01.2009

Começo de Julho. Meio da semana.

  1. Coisas importantes: devem ser manejadas com a mão direita, ou seja, sempre que for dar ou receber algo valioso (como $$$), use a mão direita porque a galera fica de olho.
  2. Banheiro (o feminino): alguns tem privadas, outros tem um buraco no chão (os mais antigos). Diria que metade tem papel higiênico. Todos têm um baldinho e uma torneira que algumas pessoas usam (com a mão esquerda) para dar aquela lavadinha. Fica a seu critério escolher o método mais eficiente.
  3. Preços: nada tem preço fixo - com exceção de lojas grandes que escrevem o preço direto nas mercadorias. Todos me dizem que o preço correto deve ser entre 1/2 e 3/4 do original. Sou péssima nesse negócio de pechincha. Alguma dica?
  4. Refeições: sexta me levaram para um rodízio indiano muito bom. Já estava super satisfeita quando descobri que aquilo era só a aperitivo. Como descobrir qual a refeição principal? Mesmo que tenha legume, batata, peixe, frango, paneer (queijo), se não tiver pão, ainda não é a principal. Ou seja, tudo acaba quando tiver pão.
  5. Trânsito: vem por todos os lados, para todas as direções e inclui: carros, motos, scooters, cachorros, bicicletas, triciclos, auto rickshaws, caminhões, vacas, pedestres, tratores, carrinhos dos mais diversos e também porcos e ovelhas. Parei de olhar para atravessar a rua. Espero que os outros parem.
  6. Distância entre as cidades: é relativa. Uma viagem de 220 km pode demorar até 9 horas de carro.
  7. Moedas: a de $ 1 rupee tem o símbolo de "ok" (um polegar para cima = 1) e a de $ 2 rupess o símbolo de vitória.

6.29.2009

Jornal "São Paulo Agora", encarte ShowTV, por Vinicius Aguiari - 27/06/09, pág. 20-21

Blogando da Índia

Pelo título de seu blog e pela desenvoltura que mostra em seus vídeos, a paulistana Érika Tabacniks poderia fazer paródias com a turma do “Casseta e Planeta” (Globo). Em vez disso, ela está estudando em Nova Déli, capital da Índia, de onde atualiza o blog “Caminhando na Índia” (www.kika123.blogspot.com) com notícias, fotos e vídeos do país.

Érika (ou Kika, como prefere ser chamada) foi para a Índia trabalhar por três meses em uma empresa multinacional. “Eu estava nos Estados Unidos, em Medford [Massachusetts], fazendo o meu mestrado em direito e diplomacia”, diz ela. “De junho a agosto, os alunos realizam os ‘summer jobs’ [trabalhos temporários de verão] ao redor do mundo. Vim para cá para me aprimorar e adquirir riqueza cultural e experiência profissional”, completa ela, que tem 29 anos.

Apesar do academicismo, o blog da aquariana não traz notícias relacionadas a números ou a trabalho, mas sim imagens e retratos do modo de vida do povo indiano. Uma ótima oportunidade para os fãs da novela “Caminho das Índias” (Globo) aprenderem mais sobre o país que foi colônia do Reino Unido até 1947 e é berço das religiões hindu e budista.

Vida na Índia
Kika fala pouco hindi, uma das duas línguas oficiais do país. Sai-se melhor no inglês, que aprendeu quando morou nos Estados Unidos pela primeira vez, entre 1994 e 1996. “De hindi falo três palavras, que aprendi por aqui. Quando não entendem inglês, faço mímicas ou anoto em um caderninho onde quero ir e mostro a eles. Na dúvida, falo em português mesmo. Até que eles compreendem”, diz ela.

Em seu canal no YouTube (www. youtube.com/erikat99), Kika já publicou cinco vídeos onde ela aparece visitando parques da cidade, feiras livres e até pegando “bike táxis”, os taxistas que fazem corridas com bicicletas. Ela acha que a Índia de hoje é semelhante ao Brasil do início dos anos 90, período em que o país passou pela abertura econômica.

“Hoje tem muitos carros novos, importados, marcas famosas, cardápios variados, hotéis cinco estrelas”, diz. “Por outro lado, tem um metrô luxuoso com gente morrendo em cima dos vagões, ônibus abarrotados, postes entortados e um monte de bichos soltos pelas ruas.”

“Caminhando na Índia” foi a primeira experiência da estudante como blogueira. De início, a página surgiu como um canal para ela se comunicar com os amigos distantes. Logo, ela percebeu que somente as fotos e os textos eram pouco para traduzir a atmosfera, os sons e as cores do país e decidiu começar a fazer vídeos usando uma câmera fotográfica digital. “No primeiro dia, eu fiquei envergonhada de falar sozinha na rua. Agora, nem me preocupo”. O blog ainda não é um estouro. Em 14 dias, teve mil acessos, mas sua popularidade está crescendo.

Será que Kika toparia largar tudo para ser uma viajante blogueira a contar suas aventuras na rede? Para responder, ela cita o poeta chileno Pablo Neruda. “Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Eu aceitaria”, diz, sem hesitar. Kika deve ficar em Nova Déli até o dia 20 de Agosto.

29 Junho. Segunda. Cansada.

Será que todos os estrangeiros que moram aqui tem cara de quem acabou de sair do programa "no limite"? E eu então?

6.28.2009

27 e 28 junho. FDS. Nadando no Ganges.

Fui acampar ao lado do Ganges. De acordo com a crença, o rio limpa a alma e purifica os pecados.

Confesso que foi a maior viagem da minha vida. De Nova Délhi a Rishikesh (centro internacional de Yoga) são 240 km, percorridos em 7 horas na ida e 9 horas na volta.

Na estrada, caminhões coloridos, enfeites pendurados, frases de pára-choque, várias cores. Lembram caminhões de circo. Animais por todos os lados: vacas, cachorros, porcos gigantes (como eles são feios, coitados), carneiro e macacos quando nos aproximamos das montanhas.

Ao chegar no camping fomos recepcionados com um delicioso almoço e seguimos rumo à uma cachoeira. 2 km de carro e 2 km andando. Que gostoso. Água limpa, gelada, sem ninguém em volta, um dos únicos lugares que não tem gente em todos os cantos. Na volta, uma das meninas foi picada por um escorpião - lembrei das aulas de biologia do Pio XII. Dormimos ao lado do rio, com a porta da barraca aberta, sem pernilongo, sem mosquito, sem ventilador. Só o rio seguindo seu caminho. Dormi bem.

Domingo foi dia de rafting e pular das pedras. Passamos ao lado de templos coloridos, pontes lotadas de pedestres e dezenos de escolas de Yoga. A volta foi ainda mais longa. Jantamos na casa do Pankaj.

The Ganges washes your sins away. Já posso começar tudo de novo.

6.26.2009

Sexta. 26/6. 1 Pedido.

El Niño, por favor, deixa o Monsoon chegar aqui???
Pretty pretty please?

6.25.2009

25/06. Quase sexta. मैं आपसे प्यार करता / करती हूँ

Recebi esta notícia de um colega de trabalho.


As I go to the embassy and open my e-mail, there are the normal clutch of commercial news letters, trade enquiries, complaints about visa or passport services, invitations for events and so on.

But these days, also something a little bit more unusual. These are queries about the significance of the bindi. 'Can a sari be stitched, or worn without a blouse?' Or 'Is Kali the name of a curry or something spicier?' and such other matters of Indian exotica. And all this in Brazil where I am the Indian ambassador, experiencing currently the strangest and strongest manifestation of India's soft power that I have ever seen in my long and varied career.

How has this unprecedented arousal of curiosity about India come about in this distant land?

It is the result of a soap on Brazil's most important television channel, a soap which started in January and will run till September, every day for seven months. This novella, as television soaps are called in Brazil is predictably called Passage to India (Caminho das Indias in the original Portuguese) and is bringing India into the living rooms of a large majority of Brazilian homes night after night, and as I said for seven months.

B S Prakash is the Indian ambassador to Brazil.

6.24.2009

3 coisas que eu mais amo. 24/Jun. Quarta.

Lembra de quando a gente passava a tarde tentando descobrir as 3 coisas que a gente mais ama?

Quem brincou comigo, deve lembrar das minhas 3. Descobri recentemente que uma delas não existe por aqui: absorvente interno, de preferência Tampax com aplicador. Uma amiga chega sexta e vai me trazer 2 caixas.

Eis as regras para os curiosos:
- objetivo do jogo: identificar 3 coisas que você mais gosta no mundo
- não vale pessoa, ex: minha mãe
- não vale verbo, ex: dançar
- não vale coisa genérica, ex: paz mundial
- quanto mais específico melhor

23 de junho. Terça. Krav Maga.

Adoro a academia! Comecei a fazer aula de Krav Maga.
Direitos autorais de Zaa em http://cavernadozaa.blogspot.com/2008/06/krav-maga-uma-luta-mortal.html

...é uma arte de combate (não marcial, pois não possui filosofia de vida) hebraica surgida pouco antes da II Guerra com algumas particularidades inusitadas:
- não é um esporte pois é letal demais para tal.
- não possui limitações técnicas por motivos de honra, ou seja, não só é permitido acertar olhos, nuca, virilha e garganta, como estes locais são focados no ataque.
- é o estilo de combate preferido de instituições de defesa ao redor do mundo: BOPE, SWAT, FBI, GIGN, Guarda Mundial e forças militares e policiais de 42 países.
- por ser um estilo recente, inclui técnicas de combate corpo a corpo usando armas de fogo descarregadas.

Gostei.

6.22.2009

22 de junho. Seg. India is heaven for shoes.

Vim trabalhar de Havaianas.
Nada daquelas com salto, enfeites, florzinhas, mas daquelas bem básicas mesmo.

E tomei uma limonada na rua, cheia de gelo.
Chega de frescura.

Ah, e desencanei de pular corda na laje. Hoje fui para a academia, Ozone, em Defence Colony. Aula de spinning. Toalhinha. Ar condicionado. Secador de cabelo. Até cotonete e creme hidratante.
É, sou meio fresca mesmo.

Roteiro recomendado em Delhi. 21/jun. Dia dos pais.

Se gosto da Índia? Depende de quando. Morar aqui tem sido uma experiência de altos e baixos. Altos bem altos e baixos bastante baixos. Sem meio termo. Espero que, ao final, como um dia me disse um gerente em um lugar onde trabalhei, os momentos de felicidade sejam o suficiente para relevar a importância dos demais.




Hoje foi o dia mais quente, 43 graus. E o dia em que mais andei pela cidade. Galen M., colega de mestrado a caminho do Nepal, nos brindou com uma visita.
Seguimos rumo ao Old Fort, também chamado de Purana Qila, um dos monumentos mais antigos da cidade, construído em 1538. Ao chegar, depois de um pneu furado, sente na grama, aproveite a sombra das árvores, ouça os pássaros, escute o silêncio (preciosidade).
Em seguida, vá almoçar no Bangla Sahib Gurdwara, o maior templo sikh de Déli, onde homens e mulheres ajoelham-se ao redor de um enorme trono de ouro que guarda o livro sagrado do siquismo (sikhism), o Guru Granth Sahib. Diferentemente do hinduísmo, ninguém pede dinheiro aos visitantes. A exemplo do islamismo, não há veneração a imagens. Comida é distribuída aos fiéis, que ajudam na cozinha. Passei cerca de meia hora lavando pratos. Escolha alguma forma de ajudar. No pátio, à sombra de três cúpulas de ouro refletidas em um grande tanque-d'água, crianças brincam, adultos banham-se e oram. Durante todo o dia, cantos emanam de grandes alto-falantes. Clima de paz, harmonia e felicidade.



Após um longo e confuso dia, tome uma cerveja gelada no All Sports Bar em CP para testemunhar o Paquistão tornando-se campeão mundial de críquete, esporte nacional da Índia.

6.21.2009

20 de junho. Sábado. Almoço e Jantar.

No mínimo divertido assitir aos homens de turbante dançando levemente embriagados ao som de Nirvana no recém-inaugurado Hard Rock Café em Delhi. Apesar de cidade grande, o bar fecha pontualmente à 1h00.
Pela manhã ativei a melanina com um pouco de sol na laje, onde não consegui ficar por mais de 30 minutos pois o termômetro passava dos 40 graus.
Almoço no Qba no Connaught Place, região frequentada por estranheiros em busca de lojas, restaurantes e CDs pirata. A caminho de casa, paramos no Khan Market, região frequentada por estrangeiros e diplomatas em busca de produtos refinados e lojas elegantes. Como era de se esperar, sim, os cachorros são sutilmente vegetarianos. Ração e osso com gosto artificial de frango. Nada de carne, picanha, maminha, e afins.
Estamos morando em um apartamento mobiliado com 2 camas, 3 colchões, uma geladeira alugada e ventilador em todos os tetos (com exceção do banheiro e da mini cozinha). O apto é dos pais do Vikas, nosso colega do mestrado. Ele ficou nos EUA. Os pais moram no andar de baixo e nos convidaram para um delicioso jantar no sábado. Não pude deixar de notar que nosso anfitrião ficou um bom tempo acariciando um cachorro de pelúcia que nos observava do chão, ao lado do sofá.

6.19.2009

19. Junho. Sexta. Folga.

Hoje não fui trabalhar. Mesma sensação de matar aula. Gostoso.
Dei um pulinho na embaixada. Bem gostoso: http://www.youtube.com/watch?v=V9pXm0ltc24



6.18.2009

18, Junho, 2009. Quinta.



Ontem fui ao Ambience Mall - maior shopping da Índia, 1 km de extensão.

Estranho.
Bem estranho.
Silencioso. Único lugar onde as pessoas não ficam me olhando. As lojas de grifes famosas não ornam (como diriam em Campinas) com as mulheres de sarees e os homens de turbante que observam as vitrines. A cada 30 segundos passam 3 homens varrendo o chão. Jantei comida indiana assistindo um jogo de críquete em um restaurante alemão .
Estranho.
Bem estranho.

Confesso. Assisti 17 Again. Vixe.

Hoje o dia começou engraçado e triste. Sentei em cima da máquina fotográfica e quebrei a lente de cristal líquido. Até que ficou uma rachadura bonita. A máquina vai para o conserto. Espero que não demore. Tinha umas imagens que usei para fazer um vídeo, do qual não gostei. A novidade é que aprendi a colocar música e título nos slides. Logo mais aparece por lá...

6.17.2009

Batucada da Shiva. 16 de junho.

Pelo título, agradecimentos à Drizon.
Quanto mais ando por aqui, mais vejo a semelhança entre a terrinha de lá e a de cá.
Índia me lembra Brasil na infância, há uns 20 anos (nossa, primeira vez que falo esta frase! e escrita tem mais impacto ainda).
Bagunça, empurra-empurra, desorganização.
Sujeira na rua, lixo no chão e casas impecáveis com empregadas tirando o pó.
Loucura no trânsito, falta de respeito. Acho que aqui não se fala palavrão.
Lembra quando teve a abertura da economia? Chegada de carros importados, marcas famosas, mudança nos hábitos de consumo. Vontade de ter o negócio próprio, mesmo que mini.
Comida caseira, almoço com todos à mesa. Família.
Respeito e curiosidade pelos estrangeiros. Exploração, preços mais altos, cardápios variados. Olhares. Olhares. Olhares.
Gente morrendo em cima do metrô, ônibus abarrotados, postes entortados, improvisação, gatos a mil. Metrô luxuoso, limpo, pontual, fila.
Pneu furado. Carro amassado. Carro blindado. Motorista.
Miséria, pobreza, fome, calor, frio, gente congelada. Hotel 5 estrelas, champagne.
Religião. Templos, cultos, músicas, ceremônias.
A diferença é que aqui uma parcela pequena da população, ou seja, alguns milhões, já nasce falando inglês.
País do futuro. Qual dos 2?

15 de junho. Segunda. Confidencial.

O post de hoje foi confidencial, apenas para 1 ou 2 grandes amigas.

6.15.2009

Domingo de sol. 14 de junho


Dia tranquilo.
11h30: acordar.
15h30: Angels and Demons - Gostei dos efeitos sonoros. Intervalo de 15 minutos na parte mais emocionante do filme.
18h30: encher as garrafas de água.
20h00: pular corda.

6.13.2009

Sábado. 13 de junho. In music I trust.

Sexta à noite Brian e eu fomos à uma balada de uns caras ingleses, cantando rap, ao som de drum & bass. Sensacional.

Tarde de passeio: Qutb Minar. Meu lugar favorito em Delhi.
Fedê, querido, achei as vacas. Estão aí neste vídeo.


Passeio no shopping, um bom jantar e casa. Ar condicionado.

6.11.2009

Sexta. 12 de junho. Também quero fazer Mestrado.

Eis as respostas para as perguntas que recebi sobre Mestrado, bolsa, faculdades e blá blá blá...

Conforme o Tas comentou, estou fazendo mestrado em Direito e Diplomacia na Fletcher School, que é a escola de pós graduação da Tufts University.
Localizada na pacífica Medford, pertinho de Boston, cidade repleta de fanáticos pelos Red Sox, Patriots, Celtics, e Bruins e coberta de neve por longos meses. Próxima a 5 universidades, tem parceria com Harvard e MIT – onde podemos fazer 1/4 de nossas aulas.
A Fletcher tem diversos cursos, como o LLM para advogados. Estou fazendo o MALD - Master of Arts in Law and Diplomacy, que exige uma especialização em duas sub-áreas. Ainda estou decidindo quais.
Sou um dos 23 “januarians” (começamos em janeiro). São 2 anos, com a possibilidade de terminar em 1 ano e meio. Até setembro temos nosso "summer vacation", período em que a maioria dos alunos vai fazer um estágio na área de estudo pelo mundo afora. Veja o mapa.


Por isso vim parar na Índia - estou trabalhando com microfinanças na EDA Capital Connect.

Em termos de bolsa, bem, vamos lá.
No Brasil, que eu saiba, existe a Fundação Estudar (processo bastante concorrido); o Instituto Ling e a Comissão Fulbright (que não incluem o curso que estou fazendo) e a Fundação Ford em parceria com a Fundação Carlos Chagas (do qual eu também não pude participar). No exterior, existe a Organização dos Estados Americanos (bastante demorado e burocrático).
Além disso, as faculdades costumam fornecer um certo auxílio financeiro aos alunos. Consegui uma parte com a Fletcher. Ainda estou explorando outras alternativas: fazer empréstimo em um banco nos EUA (não é tão fácil para estrangeiros), fazer uma vaquinha entre os amigos, dançar samba no metrô, ganhar na loteria, vender os vídeos "Caminhando na Índia"...
Para gastos do dia-a-dia, tem várias opções de trabalho na própria faculdade.

12 de junho. Chega de internet - a não ser que seja para enviar flores online para quem você gosta.