1.21.2013

E a Lis chega ao mundo

No ano passado virei tia! Dizem que a vida de alguém muda ao nascer de um sobrinho... 

Abaixo segue o lindo relato do seu parto, escrito pela minha querida irmã Adriana Tabacniks - inspiração à futuras mães e tias:

"Foi no final do mês de outubro de 2011, duas semanas antes do meu casamento com o Leandro, que tudo começou. Eu andava me sentindo meio estranha, com mal estar, ânsia de vômito, enjôo com comidas e estava achando que eu havia pego um rotavírus... Foi então que o Le sugeriu: será que você não está grávida? Nós tínhamos em casa um teste de farmácia e logo fui ao banheiro conferir. Acho que no meio da excitação, fiz tudo tão rápido e sem atenção que achei que o exame havia dado negativo. O Le, minucioso como sempre, me perguntou os detalhes do exame e eu acabei falando: ahhh, deu uma tirinha rosa muito fraca e eu já joguei tudo no lixo. Ele então decidiu que no dia seguinte nós iríamos à cidade comprar outro exame e que ele mesmo iria fazer o teste. E assim foi e veio o positivo.

Como moramos em um sítio no meio do mato não é tão simples fazer exames laboratoriais ou ir a um médico e como em alguns dias nós tínhamos um compromisso em São Paulo, esperamos a data e aproveitamos a viagem para fazer um exame de sangue para comprovar a gravidez. E foi no dia 8 de novembro que estava confirmado: eu estava grávida.

Foi então que passei a pensar em como dar a luz, comecei a fazer exames pelo SUS mas logo fiquei decepcionada com o sistema público e passei a fazer tudo por conta própria e a pesquisar as nossas opções para um parto humanizado. Aos poucos fomos entrando num mundo a parte, de doulas, obstetras e parteiras e acabamos conhecendo a Ana Cris, parteira contemporânea, que ganhou nossa confiança logo em nosso primeiro encontro. Como estávamos querendo ter um parto domiciliar e moramos no meio do mato na cidade de Joanópolis, começamos a procurar um local para alugar em São Paulo para receber nosso bebe. Achamos melhor fazer isso pois estaríamos próximos a um hospital no caso de uma emergência.

Fizemos todo nosso pré-natal com a Ana Cris e ao conhecer a Maira Duarte, que nos conquistou, escolhemos ela para ser a nossa doula. Desde o segundo mês da gravidez nos disseram que a data provável para o parto era o dia 17 de junho de 2012, mais ou menos duas semanas, e aos poucos fomos nos preparando pois teríamos que passar um tempo fora de casa esperando o momento de dar a luz. E foi assim, que no dia 1o de junho chegamos em São Paulo para ficar no apto da Tati, irmã de uma querida amiga, que nos alugou seu cantinho no centro da cidade para receber nossa pequena Lis.

Fomos toda a família: eu, o Le, o gato Tom e as cachorrinhas Lolita, Rosinha e Amy. Nos instalamos e ficamos na espera. No início foi tranquilo, mas com o tempo comecei a ficar um pouco ansiosa e acabei tendo que desligar o celular pois a família e amigos não paravam de ligar ansiosos com a demora do parto. Passou o dia 17, passaram mais duas semanas e nada. Alguns dias, ou noites, eu tinha mais contrações, mais fortes e freqüentes, mas nada que me fizesse achar que o trabalho de parto estivesse próximo.

No dia 2 de julho eu acordei com uma pequena mancha na calcinha, era o tampão que estava começando a querer sair. Fiquei tão feliz! Na hora que vi já pensei que não faltaria mais tanto tempo para o nascimento da minha filha. :) Naquele mesmo dia, uma segunda-feira, eu tinha uma consulta as 14 horas com a nossa parteira Ana Cris. No exame interno ela conferiu apenas 2,5 cm de dilatação, mas fez também um deslocamento da membrana para tentar acelerar o trabalho de parto pois eu já estava com 42 semanas e 1 dia de gestação, o que é considerado além do que poderíamos esperar. Quando saímos do consultório já passei a sentir contrações mais fortes e que ficaram bem mais frequentes ao anoitecer. Eu estava tão feliz que aquele momento estava chegando que as dores não me incomodaram, apesar de que nesta noite já não consegui dormir por conta da frequência das contrações.

Na manhã seguinte, por volta das 6 horas, as contrações frequentes pararam e voltaram ao ritmo de poucas por hora. Foi uma decepção, eu não imaginava que poderiam parar e estava esperançosa de ver minha pequena ainda naquele dia. Mas fomos em frente e ao meio dia tínhamos um ultra-som marcado com a Dr. Deborah para ver se estava tudo bem com a bebe. Na consulta ela disse que parecia que eu já estava mesmo no começo de um trabalho de parto e que a Lis estava bem. Eu tinha apenas 3 cm de dilatação e ela fez mais um descolamento da membrana como a Ana nos havia instruído, e dessa vez doeu um pouco. Ela nos deu também umas moxas , para que a gente pudesse tentar induzir o parto através da acupuntura caso fosse necessário.

Por volta das 15:30 da tarde, no início de uma linda lua cheia, as contrações vieram com tudo. Já começaram fortes e freqüentes, eu já gritava com dores e pedia ao Le que me fizesse massagem nas costas. Medimos o ritmo e ligamos para a Ana Cris com a boa notícia, 14 por hora. Neste momento percebi que as dores eram intesas demais e que seria melhor chamar também a doula, para nos ajudar com a dor e com tudo mais que fosse necessário.

Nossa doula, a Maira Duarte, chegou logo, por volta das 17 horas, e passou a me assistir no momento das contrações. Eu gritava para estravasar a dor, mas conseguia relaxar nos 4 ou 5 minutos que haviam entre as contrações. Por volta das 18 horas chegou a parteira e um pouco depois a Dr. Otília, a pediatra. Neste momento a Ana fez um exame de toque e mediu apenas 3 cm de dilatação, e na hora eu pensei: nossa! como isso ai ta indo devagar!... Eu andava, gemia, rebolava, gemia e ia agüentando, ainda, a minha onda, mas parecia que as contrações perdiam freqüência cada vez que alguém chegava no apartamento. Por volta das 21 horas, as meninas saíram para jantar e eu e o Le ficamos a sós e aproveitamos para dar uma namoradinha na varanda. Namoramos um pouco e curtimos também nossa cachorrinhas que estavam presas para fora e eufóricas com toda a movimentação, e neste momento, resolvemos usar a moxa para ver se conseguíamos acelerar o trabalho que estava um pouco lento. Colocamos ela no ponto certo na canela como a Dra. Deborah nos havia instruído e acendemos. Nossa! Alguns segundos após sentir uma pequena queimadinha na perna veio um baita contração, a mais forte até então, e ai elas voltaram a ficar freqüentes e não pararam mais.

A partir dai foi um jogo de paciência e dor, muita dor. Eu gemia e gritava, sentava na bola, agarrava a bola, rebolava e gritava. Entrei na banheira para tentar amenizar as dores e fiquei lá por um bom tempo. No início foi gostoso mas com o tempo passei a sentir também muita dor nas costas. Diziam para eu relaxar, mas a dor era tanta que eu acabava ficando tensa e contraía o corpo, o que eu acho que não ajudou muito na evolução do trabalho como um todo, mas eu também não conseguia fazer muito diferente. Em todo este tempo a Maira me ajudava, fazia massagem, me dava uns chá para dar energia, colocava umas músicas gostosas, acendia velas, tirava fotos e cuidava de tudo. Por volta das 23 hora a Ana Cris mediu novamente a dilatação e de início não queria me dizer com quanto estava mas acabou cedendo e veio a notícia: apenas 4 cm. Naquele momento eu pirei total, não me importava que diziam que o colo estava mais fino e posterior, ou que eu estava indo bem, pelas minhas contas se tinham sido 7 horas de dor para dilatar apenas 1 cm, eu tinha muita, mas muita dor ainda pela frente!

Foi neste momento que eu achei que não iria agüentar, que comecei a pensar em ir para um hospital. Eu queria anestesia, queria drogas, remédios, qualquer coisas que fizesse aquilo passar. Eu cheguei a pensar que podiam até mesmo abrir a minha barriga... hehe, estava mesmo desesperada. Eu berrava, xingava, gemia, e rebolava na banheira. Em algum momento a Maira me ofereceu um Buscopan e com esperança de que aquilo ajudasse a diminuir a dor aceitei na hora. Tomei o remédio, e não creio que ajudou com as dores, mas de alguma forma as contrações se espaçaram um pouco e eu consegui relaxar, e talvez até mesmo cochilar, por alguns minutos entre as contrações.

Um pouco mais descansada, pouco tempo depois, voltamos ao ritmo do trabalho de parto. Neste momento eu já estava um pouco mais conformada e deixei que as dores tomassem conta do meu corpo. Eu ficava mentalizando que aquilo tudo ia passar e a cada contração eu ansiava pelo intervalo que me deixasse respirar e acalmar. Com meu corpo solto, a vontade de parir, a mentalização de que minha bebe estava descendo e iria sair e o rebolado, o trabalho de parto passou a evoluir de outra forma. Eu estava conformada e decidida a ajudar a dilatação, mesmo sem saber exatamente como.

Bastante tempo depois, após muitos berros, muita dor, muita raiva, muita massagem e muito rebolado, por volta das 3:30 da manhã a Ana Cris veio para medir novamente a dilatação. E ai sim, finalmente uma boa noticia: 7 cm! Uhuuu! Neste momento com o intuito de me animar ela falou para eu sentir a cabeça da minha filha ainda dentro de mim. Segui seus dedos pela minha vagina e lá estava ela! Grande e protegida ainda pela saco amniótico, mas estava bem baixa e eu pude acariciar um tanto da sua cabecinha. Foi incrível e neste momento tudo mudou, a partir daí eu me entreguei inteira.

As dores eram cada vez mais fortes e o espaçamento entre elas diminuía ao ponto de parecerem inexistentes em alguns momentos, mas nada mais importava. Eu berrava alto, perdia a voz, mordia o travesseiro e rebolava até ficar exausta. Eu mentalizava minha menina descendo, o útero abrindo, e fazia força, empurrava minha bebe para baixo com todo o meu corpo, com uma percepção corporal que eu nunca nem imaginava possível. Daí em diante o tempo acelerou, ficamos eu e a Maira no quarto, entre berros e massagens por quase mais uma hora mas que se foi rapidamente, até que senti um líquido escorrendo e molhando minha calcinha. Chamamos a Ana Cris que então fez mais um exame de toque e disse que apenas a bolsa externa havia rompido e que eu já estava com 9 cm de dilatação. Perguntei se eu já podia fazer força para a Lis sair e ela me disse que ainda não, que ainda faltava um pouco e que eu saberia quando fosse o momento, mas que com certeza eu seria mãe em breve.

Eu estava empolgada e decidida, pensei que em mais algumas contrações minha filha chegaria e fiz toda a força que eu tinha dentro de mim, e mentalizei a chegada da Lis, e foi assim, algumas contrações e poucos minutos depois eu senti que era a hora e avisei: é agora. Chamaram o Le que estava na sala ansioso e as meninas prepararam tudo para o nascimento. A Maira perguntou se eu queria ir para a banheira que ela havia preparado, pois desde sempre minha vontade era ter a Lis na água, mas no momento não quis pois estava me sentindo bem de quatro ali na cama.

Nesta hora pensei nos conselhos de uma amiga minha que a pouco tempo tinha dado a luz, que me disse para assoprar para dentro no momento da contração na hora que eu tivesse que fazer força para a Lis nascer. E assim eu fiz. Ao sentir a contração fiz toda a força e senti sua cabecinha descendo e alargando meu períneo. Senti que iria doer, que sua cabeça era grande, e quis ir com mais calma para tentar evitar uma laceração. Não sei como, mas puxei sua cabeça de volta para dentro e pensei: na próxima eu vou. Assim que veio uma outra contração eu me concentrei e empurrando com muita força, mas com calma, a cabeça da Lis saiu de uma só vez e rapidamente. Eu sentia que ela estava parte dentro e parte fora e neste momento o Le falou: Vai Dri, eu já to segurando a cabecinha dela! Mas eu precisava ainda de mais um minuto para recuperar as energias e disse que na próxima contração iria. Foi ai que senti que a Ana Cris estava segurando e virando a Lis, e que se eu empurrasse ela iria sair todinha, e ai veio o momento. Fiz mais uma força e pluft, rapidamente ela havia nascido as 5:16 da manhã do dia 4 de julho sob uma lua cheia estupenda na cobertura de um pequeno edifício no centro de São Paulo.

Logo perguntei se eu podia segura-la e me disseram que iriam limpa-la para que a Lis não escorregasse das minhas mãos. Me passaram minha filha por debaixo das minhas perna eu a coloquei no meu colo, segurei sua mão e a fiquei namorando. Com o Leandro deitado ao nosso lado, estávamos todos juntos, completos, repletos. Beijei meu marido e agradeci sua paciência comigo, e agradeci por não ter cedido e não ter me levado a um hospital. Deitados na cama com nossa filha, pudemos sentir o cordão umbilical pulsando, ela ainda respirava e se alimentava através da placenta. Logo o cordão parou de pulsar e a Lis já respirava sozinha e foi então que o Le cortou o cordão com um bisturi. Ela foi pesada e a Dra. Otília viu que ela estava bem. Ela então mamou rapidamente e eu não queria deixa-la mais longe de mim. As 7 horas já estávamos a sós, nos três, curtindo a pequena Lis, que acabara de chegar para mudar nossas vidas para sempre. :) "

1.11.2013

Epi-No Recauchutado

Ah, morar no Brasil me fascina.

Fui recebida por um olhar desconfiado do borracheiro.

- Oi, eu deixei um aparelho aí ontem
- Sim, deixou
- Deu para arrumar?
- Você não pediu para consertar?
- Sim, se desse
- Tá funcionando
- Que ótimo, muito obrigada

Sem interromper o carteado da mesa atrás dele, pediu a um amigo que pegasse o aparelho e caminhou em minha direção com um belo sorriso estampado em seu resto.

- Posso lhe pedir um favor?
- Lógico
- Eu passei ali na farmácia, mas o Toninho não soube me explicar - para que serve isto?

Em 15 segundos eu criei um script descritivo que fosse o mínimo embaraçoso possível.

- hmmmmmm...
- Quanto lhe devo?
- Nada não, valeu pela explicação, boa sorte!

Feliz, atravessei a rua e fui à farmácia comprar álcool para limpar o mais novo Epi-No recauchutado do Brasil.

- Oi, você tem álcool para ser usado como desinfetante?
Até que ficou bom, não?
- Tenho este, serve?
- Serve sim
- Posso lhe fazer uma pergunta? O borracheiro passou aqui e trouxe este aparelho para eu testar... para que serve?


1.09.2013

Epi-No



Epi-no. Provável que uma recente mãe de parto normal e seu companheiro conheçam este aparelho. Demais mortais residentes no Brasil e na maioria dos países, ainda não. Explico. É um aparelho com uma bexiga de inflar e uma válvula de pressão usado para massagear e fortalecer o períneo com o objetivo de evitar a temida episiotonomia. Inventado pelos – até onde eu sabia, pouco criatvios - alemães, esta bombinha de inflar tem conquistado adeptos nas mais distantes localidades. Aqui no Brasil, ele pode ser comprado por cerca de R$ 600 em apenas um site tão pouco acesssado, que eu achei uma vez e estou procurando para divulgar o link. Contrária à recomendação de seu produtor, o costume em São Paulo tem sido alugar e realugar os epi-nos de quem os comprou. Recomenda-se o uso a partir da 34º semana de gestação e o objetivo é conseguir expelir a bexiga com um diamêtro de 30 cm. A recomendação é fazê-lo por cerca de 5 minutos todo dia. Bom exercício para desenvolvermos a paciência e a força de vontade, além de vencer barreiras como constrangimento e ensinar a medir progresso e atingir metas. Ótimo para o desenvolvimento profissional e pode ainda desenvolver o trabalho em grupo.

Para esta tarefa, algumas mulheres contam com a ajuda de seus maridos, namorados, que, imagino eu, devem superar uma boa dose de constrangimento e falta de interesse para calmamente enfiarem uma bexiga dentro de suas amadas, enchê-la de ar, segurar por alguns minutos e vê-las expelir o balão. Talvez até funcione como um brinquedinho sensual, mas tenho minhas dúvidas. Outras, como eu, aprendemos a manusear o aparelho sozinha. Para isto, podemos contar com o auxílio das terapeutas de Epi-No, profissão até então por mim considerada inexistente. Já passei por, poucos, momentos constrangedores – mas este, pelamordedeus, parecia que o ar estava pesado e as paredes do consultório se fechando a cada longo segundo que demorava minutos para passar. Terminada a consulta, respirei a brisa fresca que presenteava a cidade e liguei para minha irmã – que riu comigo do momento embaraçoso que terminara há pouco.

Conforme aprendi, perna em cima de almofada, deitada de lado, sentada na beira da cama, espelho, música, luz apagada, todo recurso é válido para a futura mamãe relaxar e enfiar a bexiga lá dentro. Eu costumava fazer o exercício, digamos assim, deitada no sofá, com um pé em cima das almofadas, assistindo novela – horário em que raramente o telefone toca – e fechava as cortinas para evitar que o novo casal do prédio ao lado  acompanhasse todos os minutos de meu dia-a-dia.  E foi assim, enquanto Morena encontrava sua mãe e Júnior no Aeroporto, que ouvi um fiuuuuuuuuuzzzz e a bexiga saiu voando como acontece em desenho animado. Era uma vez um epi-no. Alugado. Enquanto Dona Lucimar chorava de emoção eu imaginava os Reais saindo de minha conta bancária e pensava nos emails que ia enviar para as donas de Epi-No ver se encontrava algum disponível para alugar a partir do dia seguinte. Aquele rasguinho de 0,5 cm na base do aparelho me deixou triste. Será que consigo remendar o furo? Band-aid, fita crepe, super bonder, esparadrapo – eram todos os artifícios colantes que eu tinha ao meu alcance. E eis que lembrei de algo que podia salvar meu Epi-no de aluguel.

Em julho de 1994 minha família mudou-se para a Califórnia, onde morei por dois anos. Foi lá que compramos um bote de borracha, acompanhado de coletes salva-vidas laranja fosforecente. Eventualmente, depois de anos sem uso após nosso retorno ao Brasil – com a permissão de meus pais - dei o bote para uma amiga levar para sua casa de campo, na frente de uma lagoa. Aliás, imagino que ele nuna tenha sido usado. Enfim... Enquanto na terra do Tio Sam, este bote, às vezes, furava. E era com um remendo verde que meu pai calmamente o consertava. Será que ele ainda tem este material fascinante? Lembro com carinho da tarefa de procurar as bolhinhas de ar que saíam do material de borracha submerso em água... semelhante à busca feita pelos borracheiros quando levávamos os pneus furados para serem remendados. Aliás, frustrante foi minha recente descoberta que pneus não usam mais câmaras de ar – o que reduziu em larga porcentagem a quantidade de pneus furados. Porém, ainda furam. Será que ainda existem borracharias?

Sim, sim, existem - e tem duas há alguns quarteirões de casa.

****

No dia seguinte, entreguei o Epi-no a um senhor que desviava os olhos de suas cartas e me observava desconfiado. Prometeu ver o que consegueria fazer enquanto examinava o instrumento. Sem perguntas, rapidamente me despedi, pois notei que seus amigos de carteado esperavam minha saída com impaciência, e combinei que voltaria no próximo dia.

12.27.2012

...2012...


Saber Viver
Cora Coralina


Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.


Muitas vezes basta ser: 
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.


E isso não é coisa de outro mundo, 
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar

2.28.2012

2012 Ano do Dragão



 



2012 Ano do Dragão de Água
O ano de 2012 será regido pelo Dragão do elemento água. Seu início será no dia 23 de janeiro de 2012 e seu término se dará no dia 09 de fevereiro de 2013. Na astrologia chinesa, o Dragão é um signo poderoso que representa a vitalidade, o entusiasmo, o orgulho, a extravagância e os ideais elevados.

O ano do Dragão de Água traz a todos uma dose de energia extra que possibilita as grandes realizações. Será um bom ano para colocar em prática os projetos há muito acalentados, mas para alcançar o sucesso será necessário focar as metas e seguir um bom planejamento. As normas e as leis estarão mais rigorosas e deverão ser respeitadas. Este ano favorece as mudanças, o movimento, as viagens e a liderança.

A busca pelo autoconhecimento, a família, os estudos e o romantismo serão valorizados. Este será um ano para agirmos com coragem, bom senso, criatividade e determinação. No aspecto negativo, a diplomacia e a conciliação poderão ser colocadas em segundo plano e os desentendimentos virão por conta da arrogância, intolerância e o excesso de autoritarismo.

1.09.2012



Cântico Negro
José Régio

‘Vem por aqui» — dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: «vem por aqui»!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
  
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.

  Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
   Com que rasguei o ventre a minha Mãe.

Não, não vou por ai! Só vou por onde Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: «vem por aqui»?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, fdi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
  
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: <(vem por aqui»!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
- Sei que não vou por aí!
_________________________________________
ANTOLOGIA POÉTICA
José Régio – Edições Quasi - Lisboa – Portugal  - 2001

10.13.2011

...mesmo depois de quase quatro anos... esta ainda é minha notícia favorita:


Beer after sport 'is good for the body'

Kevin Pietersen relaxes with a cold beer after a hard game of cricket 
A beer after playing a game of football, a long run, or a strenuous round of golf can be good for the body, scientists say.
In a rare piece of good news for those who like a pint, Spanish researchers say beer can help someone who is dehydrated retain liquid better than water.

Prof Manuel Garzon, of Granada University, also claimed the bubbles in beer help to quench the thirst and that its carbohydrate content can help to replace lost calories.

Prof Garzon asked a group of students to do strenuous exercise in temperatures of around 40ºC (104ºF). Half were given a pint of beer, while the others received the same volume of water.
Prof Garzon, who announced the results at a press conference in Granada beneath a banner declaring "Beer, Sport, Health", said the hydration effect in those who drank beer was "slightly better".
Juan Antonio Corbalan, a cardiologist who worked formerly with Real Madrid football players and Spain's national basketball team, said beer had the perfect profile for re-hydration after sport.
He added that he had long recommended barley drinks to professional sportsmen after exercise.
Previous studies have shown most alcoholic drinks have a diuretic effect – meaning they increase the amount of liquid lost by the body through urination.
Dr James Betts, an expert on nutrition and metabolism at Bath University, said a moderate amount of beer might be just as good as water at helping the body retain liquid, but that he doubted it could be any better.
Dr Betts said: "If you are dehydrated to start with following exercise, a beer, as opposed to a spirit, probably does not have a high enough concentration of alcohol to induce a diuretic effect."


10.09.2011

India Travel Recommendations




(from a friend of mine who is from India) If she's flying into Southern India there are a few must sees/do's
  • Backwaters in Kerala is fantastic. Basically you can rent a boat that takes you down the back rivers of the state through rice farming and fishing villages. The boats are like a one room hotel and they cook for you! Its like being Huck Finn in rural India. Definitely one of my favorite parts of all of India
  • Thanjavur is perhaps the best ancient temple in Southern India. Its was carved from a single 200 meter rock and has great detail. Plus the city has some of the best bronze work in all of India. I got two great pieces from there. Bargain hard and start at half (at least) of the asking price
  • Mysore/Somnathpur. Mysore is a charming city with a great palace, a fanstastic Nandi statue on a hill overlooking the city, and is a short 1 hr bus ride to Somnathpur, my personal favorite temple with the most intricately detailed work of any temple I've seen. Also, if you're into yoga its the birthplace of Ashtanga.
  • Hampi. The gem of Southern India, its one of my favorite places in the country. Directly east of Goa (you can take a train or bus) its a series of temple ruins arranged in a number of complexes. The scenery is fantastic. Small hills made of red quartz boulders with rice farming villages in between. Its like farming on Mars. Is she goes tell her to check out the Mango Tree restaurant by the river. Great views and good food. 
  • Bangalore. I'm not much for this city, it has a few nice parks, churches, temples and decent city amenities. But its close to two great temple ruins - Belur and Halebid. Both are great and a quick journey from Bangalore. Is she's flying in here these are great day trips to make.
  • Kodaikanal. A great tea and coffee growing region. If you want to get a flavor for rural India and see natural beauty this is a good start. 
  • Pondicherry. People forget the French also came to India. The old city is a charming French colonial town that turn of the century. Go to the newer parts to get some masala.
  • Mahabalipuram (spelling). A decent beach town close to Chennai/Madras that has some great ruins. Don't expect to go swimming. In fact, stay out of the water. There is a hippy community called Om close by, but I never checked them out. 
In my opinion Varkala and Kovalum in Kerala are over rated, but if you want a beach escape I would pick Varkala, the cliffs meet the ocean and make for a great landscape. Also, at the very bottom of Southern India is Kanakumari (spelling) where the Indian Ocean, Bay of Bengal and Arabian Sea meet. I've never been there, but I heard it is good. Also Hyderbad has great museums and food, but I've never been so I can't give any advice.  

Southern India is fantastic. I travelled there form 3 months in '02 and again for two weeks in '10. There are more English speaking people, and it doesn't have the hassle and hussle of Northern India, which can overwhelm foreign tourists, especially if its there first time to  India. Also there are great arts and crafts, and for women jewelry, scarves, stoles etc. You can buy great gifts for everyone back home. Hope this helps. 

9.26.2011

My first book! :)



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Editorial Reviews

Product Description

Real estate lending has reached unprecedented levels in Brazil, in part due to the country’s stability-oriented economic policies adopted over the past decade. Mortgages are growing at a faster pace than savings accounts, their main funding source, which many believe will prompt banks to start packaging more home loans to make room on their balance sheets for other assets. For securitization to efficiently finance the real estate market, three factors must be present: a favorable macroeconomic environment; a comprehensive and effective legal and regulatory framework; and a broad market with investor appetite for different types of investments. This book provides a detailed analysis of the historical factors and macroeconomic conditions that led to this relatively new and exciting economic environment and shows that the high interest rates that have haunted the economy for decades, combined with other technical and structural hurdles, jeopardize the future of securitization transactions in the Brazilian market. Especially useful to professionals in the fields of Real Estate Credit & Finance, this is essential reading for anyone interested in doing business in this intricate market.

About the Author

Erika Tabacniks, MA, studied International Business and International Economic Law at The Fletcher School, Tufts University. She has an economics degree from UNICAMP. Now a Client Specialist for Thomson Reuters Sao Paulo, Ms. Tabacniks has worked for Bovespa, Citibank and MZ Consult in Brazil and for Genworth Financial and Drum Cussac in the USA.


Product Details



    8.04.2011

    2 de agosto de 2011

    O acaso dos caminhos traz surpresas agradáveis... neste vai e vém tortuoso, amigos tornam-se desconhecidos que dixavam minh'alma com espantosa simplicidade...
    E eis que surge um poema.


    Alterno minha preferência entre a versão original de Walt Whitman e a tradução de Rodrigo Garcia Lopes em Folhas de Relva.




    Vadio uma jornada perpétua,
    Meus sinais são uma capa de chuva e sapatos confortáveis e um cajado arrancado do mato ;
    Nenhum amigo fica confortável em minha cadeira,
    Não tenho cátedra, igreja, nem filosofia;
    Não conduzo ninguém à mesa de jantar ou à biblioteca ou à bolsa de valores,
    Mas conduzo a uma colina cada homem e mulher
     entre vocês,
    Minha mão esquerda enlaça sua cintura,
    Minha mão direita aponta paisagens de continentes, e a estrada pública.

    Nem eu nem ninguém vai percorrer essa estrada pra você,
    Você tem que percorrê-la sozinha.

    Não é tão longe assim .... está ao seu alcance,
    Talvez você tenha andado nela a vida toda e não sabia,
    Talvez a estrada esteja em toda parte sobre a água e sobre a terra.

    Pegue sua bagagem, eu pego a minha, vamos em frente;
    Toparemos com cidades maravilhosas e nações livres no caminho.

    Se você se cansar, entrega os fardos, descansa a mão macia em meu quadril,
    E quando for a hora você fará o mesmo por mim;
    Pois depois de partir não vamos mais parar.


    ...a message that made my day...

    Wish u were here enjoying the sunset and a gin and tonic with me :)



    7.21.2011

    So, what do you want to do?

    The word on the street is that the alumni network becomes adoptive parents of new graduates.
    There are approximately 25.6 alumni from my school in the same country where I am now... I would estimate that 5/6 of them are into finance... a friend of 1 of them changed my life and is the reason I decided to study diplomacy.

    4 out of the rest decided to help me find that perfect job... And, with that decision, came my most terrifying question: "so, what do you want to do?"

    ...I want to go on a hot air balloon ride through the cities of Poland, I want to dive with the sharks in Costa Rica, and meditate with the Buddhists of Kashmir ... I want to get married, have two children, adopt a third, and put together a saltwater aquarium in our living room... I want to spend time with people I love and want to see smiles brightening up their faces more often than tears wetting their eyes... and I want to go back to my guitar classes, and learn to tango with the man I love... I want to bring back my childhood dreams and enjoy the moments of silence in the crazy crowd of Sao Paulo...

    ...probably not the answer they were looking for. And certainly not the answer I gave them.

    In light of my hesitating silence, came the most obvious conclusion: well, then, write a book.


    "You really need to tell your stories. It's not just a good idea; it's downright urgent. There's a backlog of unexpressed narratives clogging up your depths. It's like you have become too big of a secret to the world. The unvented pressure is building up, threatening to implode. So please find a graceful way to share the narratives that are smoldering inside you -- with the emphasis on the word "graceful." I don't want your tales to suddenly erupt like a volcano all over everything at the wrong time and place. You need a receptive audience and the proper setting."

    7.19.2011

    As coisas boas da vida...

    (achei este poema na página de uma nova amiga... parece que o autor é desconhecido)
    Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie,
    por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade...
    O mundo é louco, definitivamente louco...
    O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro.
    O sol que ilumina o teu rosto enruga.
    E o que é realmente bom dessa vida, despenteia...
    - Fazer amor, despenteia.
    - Rir às gargalhadas, despenteia.
    - Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
    - Tirar a roupa, despenteia.
    - Beijar à pessoa amada, despenteia.
    - Brincar, despenteia.
    - Cantar até ficar sem ar, despenteia.
    - Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos
    gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível...
    Então, como sempre, cada vez que nos vejamos
    eu vou estar com o cabelo bagunçado...
    mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da
    minha vida.
    É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que
    decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que
    decide não subir.
    Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável,
    toda arrumada por dentro e por fora.
    O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:
    Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça,
    coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria...
    e talvez deveria seguir as instruções, mas
    quando vão me dar a ordem de ser feliz?
    Por acaso não se dão conta que para ficar bonita
    eu tenha que me sentir bonita...
    A pessoa mais bonita que posso ser!
    O único, o que realmente importa é que ao me olhar o espelho, veja
    a mulher que devo ser.
    Por isso, minha recomendação a todos os meus amigos e amigas:
    Entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se,
    relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante,
    arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável!
    Admire a paisagem, aproveite,
    e acima de tudo, DEIXA A VIDA TE DESPENTEAR!
    O pior que pode aconteceré que, rindo frente ao espelho, você
    precise se pentear de novo.

    7.14.2011

    Perfect day (three days in fact) in San Francisco


    A friend of mine from The Fletcher School has recently created a (very interesting) map for those of you who are interested in visiting San Francisco and spending just a few dollars - check it out.


    By Trevor:

    All assuming you start downtown, all MUNI or walking, and are all-day kinds of things.

    Red Tour starts on the N Judah at either Cole Valley or 9th and Irving. Includes Golden Gate Park, the Haight Ashbury, the Palace of Fine Arts, the Golden Gate Bridge, the Legion of Honor, and Ocean Beach.
    The Red tour can easily be done in reverse starting at the beach.

    The Blue tour starts on Market street and includes MUNI as well as cable car rides. The Blue tour includes the MOMA, Union Square, cable car ride, Chinatown, North Beach, Coit Tower, the waterfront, the Castro, Mission Dolores, and the Mission district.

    The Pink tour can start on MUNI but also is entirely walkable. The Pink tour includes the Asia Art Museum, civic center and city hall, Hayes Valley, Alamo Square (the Full House houses), the Fillmore, Japantown, and ending on Polk Street.http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=en&msa=0&msid=201735259995064705494.0004977b0a618372bb1a4&t=h&z=12

    6.27.2011

    Poemas Que Encontrei Por Aqui...

    11/10/05 22:00:00 Casa de interior

    Uma casinha tranquila,
    escondida
    nas ruas sinuosas e arborizadas
    do interior
    É aí que mora minha irmã.
    E mora no meu coração.
    Plantei uma árvore no jardim
    atrás dos vasos e das flores.
    Que seja forte e decore a casinha da minha querida...
    Sinto falta do brilho das estrelas no quintal
    Do canto dos passarinhos ao amanhecer
    Do perfume doce das flores noturnas
    Da rua deserta
    Do silêncio
    Da lua cheia iluminando a sala
    A vida em SP é outra.


    25/10/05 22:00:00 Paz de Espirito
    Resolvi escrever um poema...
    Por várias razões
    Para dividir um pouquinho da minha vida secreta contigo
    Para trazer à tona lembranças de efêmeros momentos eternos
    Para mostrar aos amigos que eu os amo! E contar que eles são a minha motivação!
    Para dizer à minha família que sou o que sou por eles! E por isso, serei eternamente grata!
    Para mostrar aos desconhecidos que estou aqui,
    E para encher esse espaço de letrinhas... cada uma traz uma paz de espiríto incálculavel...
    Mas não encontrei nenhum fato secreto de minha vida...
    e não lembrei de nenhum momento sem fim...
    Meus amigos não gostam de ler e há tanto que gostaria de mudar em mim...
    Dos desconhecidos, tenho medo...
    ... paz de espírito, alguém sabe o que é isso?


    Ao Dr. Cássio,

    Simples como almas passageiras transformam nossas vidas.
    Um estranho com um olhar carinhoso.
    Um aperto de mão e um singelo beijo na testa.
    Suficientes para acalentar o coração e trazer esperanças,
    Para preencher e colorir o cinza de um dia qualquer.
    Agradeço-lhe por muito.

    A resposta à sua pergunta, é não, não estava ansiosa.
    Em momento algum tive medo.
    Confiança às vezes surpreende.
    Daria minha vida às suas mãos,
    Como fiz.
    E lhe a entregaria de novo se fosse necessário.
    Ou possível.

    Mais que apenas cumprir sua rotina,
    Mudou a minha.
    E a de muitos outros.
    Agradeça a seus filhos.
    Ao primogênito, pela precisão e extrema competência.
    Ao menor, pelo olhar solidário e pela tranqüilidade,
    que me acalmaram profundamente.

    Parabéns e muito obrigada
    Sucesso a todos.

    Um abraço carinhoso.

    5.29.2011

    Se eu pudesse

    “Se eu pudesse trincar a terra toda
    E sentir-lhe uma paladar,
    Seria mais feliz um momento...
    Mas eu nem sempre quero ser feliz.
    É preciso ser de vez em quando infeliz
    Para se poder ser natural...

    Nem tudo é dias de sol,
    E a chuva, quando falta muito, pede-se.
    Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
    Naturalmente, como quem não estranha
    Que haja montanhas e planícies
    E que haja rochedos e erva...

    O que é preciso é ser-se natural e calmo
    Na felicidade ou na infelicidade,
    Sentir como quem olha,
    Pensar como quem anda,
    E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
    E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
    Assim é e assim seja...”

    (Alberto Caeiro)