8.27.2006

para quem tiver à tôa com tempo para ler. passei um fim de semana na argentina. mais precisamente em salta ao norte do país. fui visitar o julien seu irmão olivier e françois o pai. desde quando o conheci em annecy em 2003 seu pai sonhava em comprar uma fazenda na argentina e criar uns bichinhos. ele é médico e resolveu mudar. em janeiro comprou os tão desejados alqueires. tem ficado lá dois três meses e em seguida passa um em paris com a esposa que não apoiou com muito entusiasmo a iniciativa. como é férias na europa os meninos vieram para cá e o julien me convidou para passar um fim de semana com eles. fui. saí do trabalho na sexta direto para o aeroporto EZEIZA em buenos aires. ao chegar fui para outro aeroporto chamado aeroparque onde juntei umas cadeiras e cochilei até o horário do vôo. segui rumo a salta com um pouco de medo de felicidade de arrependimento de entusiasmo e frio na barriga. será que eu ia reconhecê-lo? e ele a mim? será que eu ainda saberia falar francês? tanta memória percorreu meu pensamento no trajeto de duas horas e trinta e cinco minutos entre as duas cidades. quantas coisas fizemos juntos nos três meses na frança. o coração disparado. fixei o olhar nas montanhas que decoravam o caminho. suficiente para acalmá-lo. um novo país, o sol nascendo, o céu turquesa. estavam me esperando no pequenino aeroporto. que gostoso rever um amigo que há anos não se vê. fácil reconhecê-lo. olhar carinhoso. sorriso mais ainda. nos encontramos com o veterinário e fomos ver um lote de bezerros que estavam pensando em comprar. divertido. sol escaldante. céu azul. fomos no bagageiro da caminhonete conversando. relembrar o francês foi complicado. região seca. poeira por todos os lados. visitamos o dono das vacas. brasileira em salta é 100% de incentivo para se ouvir piadas. sorrio. tomo um copo d'água. observo as árvores. escuto a conversa. e fomos almoçar. a fazenda ou la finca é maravilhosa. a casa é uma delícia. dormi um pouquinho. fomos andar a cavalo pelo campo. que gostoso. subimos por um riacho quase seco. voltamos ao escurecer parando para ver os animais. porcos adultos nênes machos fêmeas vaca pato ganso galinha faisão ovelha. escureceu. voltamos. a água que lavou meu cabelo e levou a poeira do meu corpo pintou de marrom o branco da banheira recém construída. flores frescas enfeitavam meu quarto. conversamos vimos fotos e à noite saímos com as meninas que trabalham na casa. fomos a um boliche uma balada. divertido. ritmo argentino que lembra o forró e os pares dançam segurando as mãos. cômico. cerveja é servida em um copo plástico de um litro e passa de mão em mão até acabar. fomos dormir era quase sete da manhã. domingo tomamos café no jardim. conversamos. sobre religião. arrumei minhas coisas. almoçamos no don juan. e fomos a caminho do lago. a região é linda. passeamos e me deixaram no aeroporto. saí com os olhos cheios de lágrimas. não me acostumei a despedidas. em buenos aires chovia. dormi um pouquinho em um albergue que demorei uma hora para encontrar. saí às 5 rumo a são paulo. foi gostoso e cansativo super divertido. sucesso ao françois que me acolheu com tanto carinho. trouxe boas memórias e uma fruta laranja que não sei o nome.

2 comments:

  1. Rebeca7:19 PM

    Oi Kika, estou nos EUA fuçando em blogs, orkuts, ect e encontei esse relato tão gostoso de ler. No dia do niver da Desi, ela perguntou cadê a Kika e as meninas responderam...ah ela está mortinha...passou o fim de semana na Argentina...todos os dias morremos um pouquinho ou matamos o tempo..o bom é fazer isso com amigos...seja onde for. Beijocas

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